Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Moçambique e Brasil homenageiam Língua Portuguesa

Melanie de Vales de Moçambique, Expedito Araújo e Renan Dias do Brasil, vão juntar-se, hoje, no Centro Cultural Brasil Moçambique, pelas 18:30h para dar um espectáculo musical intitulado “Certificado de amor à Língua Portuguesa”.

Melanie de Vales actriz moçambicana, que interpretou o papel de “Rosa”, no filme de Licínio de Azevedo “Comboio de Sal e Açúcar”, aceitou o convite feito pelo actor brasileiro Expedito Araújo para homenagear a língua. O evento vai abarcar poemas de renomes da literatura portuguesa, moçambicana, timorense e brasileira.

Juntamente com o músico brasileiro Renan Dias, o trio vai trazer o melhor da arte, através dos poemas que vão ser recitados, encenados e tocados pelos artistas, em nome do amor.

Expedito Araújo explica que a ideia de criar este espectáculo surge pela efeméride do dia da língua portuguesa, celebrado a 5 de Maio, Araújo diz ainda que “O amor sempre foi um assunto profícuo, tema recorrente para muitos artistas, especialmente para os artistas das palavras. Interessante notar o quanto o amor é um assunto atemporal e provavelmente nunca sairá de moda. Por isso a escolha do formato recital, sendo assim, tive a iniciativa de propor algo artístico e cultural de interesse do público para mostrar a riqueza através das palavras”.

Personalidades como: Vinícius de Moraes, Florbela Espanca, Mia Couto, Fernando Pessoa, José Craveirinha, Ruy Cinatti, Jorge Barros Duarte, Fernando Sylvan, Mário Quintana, Cora Carolina, vão ser trazidas ao palco através da junção dos três artistas de países e realidades diferentes, mas que tem um amor comum: a língua portuguesa. In “O País” - Moçambique

Moçambique - Lançado concurso “Desafio Sustentabilidade em África”

A Incubadora do Standard Bank acolheu, recentemente, o lançamento do concurso “Desafio Sustentabilidade em África” no País, uma iniciativa da CDM-ABInbev que pretende premiar, com 50 mil dólares norte-americanos, a iniciativa africana que se mostrar mais alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ou seja, ecologicamente sustentável.

São elegíveis a este aliciante prémio, empreendedores provenientes de Moçambique, Botswana, Gana, Lesoto, Tanzânia, Namíbia, Zâmbia, África do Sul, Nigéria, Uganda e Suazilândia, que desenvolvem negócios ligados à agricultura, à água e saneamento, às mudanças climáticas, à gestão de resíduos sólidos e à criação de emprego através de iniciativas ecológicas.

As iniciativas apuradas em cada país terão a oportunidade de participar na fase final do concurso, a ter lugar na maior incubadora de África, o Silicone Savannah, no Quénia, onde vão disputar o prémio de 50 mil dólares e um programa de aceleração de 10 semanas baseado em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.

Para Hugo Gomes, administrador para Assuntos Corporativos da empresa Cervejas de Moçambique, subsidiária da ABInBev, promotora da iniciativa, referiu que o que se pretende com este concurso é que “os jovens nos apresentem soluções para os problemas das suas comunidades ou dos seus Países”.

“As ideias já existem e são suficientes, mas agora estamos numa situação em que são necessárias verdadeiras soluções para os problemas que nós temos como continente”, disse Hugo Gomes.

Por seu turno, Godfrey Munedzi, representante do Standard Bank, esta iniciativa constitui uma oportunidade para os jovens africanos contribuírem para a solução dos problemas do seu continente, com destaque para as áreas abrangidas pelo concurso.

“O Standard Bank é um banco africano e, como tal, acredita que o crescimento e o desenvolvimento deste continente dependem dos jovens, que têm neste concurso a oportunidade de melhorar as condições de vida das suas comunidades e dos seus Países”, considerou Godfrey Munedzi.

Rindzela Adriano, que testemunhou a cerimónia de lançamento, afirmou que a mais-valia da iniciativa reside no facto de “motivar os jovens moçambicanos, em particular, a apostarem ainda mais em projectos virados para o desenvolvimento do País”.

“Os participantes vão aprender muito com a iniciativa, que é uma oportunidade para mostrarem que não são só os outros Países que têm jovens que apostam em projectos virados para o desenvolvimento”, asseverou Rindzela Adriano. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 22 de maio de 2018

Lusofonia - Prémio Camões: Júri destaca “universalidade exemplar” na obra do vencedor

Lisboa – O júri da 30.ª edição do Prémio Camões destacou ontem, em Lisboa, que a obra do vencedor, Germano Almeida, “atinge uma universalidade exemplar no que respeita à plasticidade de língua portuguesa”.

O vencedor do Prémio Camões 2018 foi anunciado ontem, ao fim da tarde, em Lisboa, pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, após reunião do júri, que o acompanhou no anúncio.

De acordo com a acta do júri, a decisão de entregar o Prémio Camões do presente ano ao autor cabo-verdiano Germano Almeida foi feita por unanimidade, “pela riqueza de uma obra onde se equilibram a memória, o testemunho e a imaginação”.

“A inventividade narrativa alia-se ao virtuosismo da ironia num exercício de liberdade, de ética e de crítica. Conjugando a experiência insular e da diáspora cabo-verdiana, a obra de Germano de Almeida atinge uma universalidade exemplar no que respeita à plasticidade de língua portuguesa”, salientam, na ata.

O Prémio Camões, o maior prémio da Língua Portuguesa, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, ascende a 100 mil euros divididos entre Portugal e o Brasil.

O júri da 30.ª edição do Prémio Camões foi constituído por Maria João Reynaud, professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal); Manuel Frias Martins, professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (Brasil); José Luís Jobim, professor aposentado da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil); pelos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Ana Paula Tavares, poeta e professora de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Angola); e José Luís Tavares, poeta (Cabo Verde).

Com a atribuição do Prémio Camões, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento “do património literário e cultural da língua comum”, segundo o protocolo estabelecido entre Portugal e o Brasil, assinado em Junho de 1988, que instituiu o prémio.

O Prémio Camões foi atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor Miguel Torga e, na mais recente edição, em 2017, foi entregue ao poeta Manuel Alegre. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

O Dia de África em torno “Dos Movimentos de Libertação às Independências”

No âmbito da comemoração do Dia de África, a UCCLA e a Mercado de Letras Editores promovem a mesa redonda subordinada ao tema «Dos Movimentos de Libertação às Independências» no dia 25 de maio, pelas 18 horas, na sede da UCCLA.

Moderador:

Dr. Vítor Ramalho - Portugal
(Secretário-Geral da UCCLA)

Oradores:

Professor Doutor Jean-Michel Mabeko-Tali - Panorâmica Geral
(Howard University)

Professor Doutor Alberto Oliveira Pinto - Angola
(CesA - Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina)

Professora Doutora Aurora Almada e Santos - Cabo Verde
Instituto de História Contemporânea da FCSH da Universidade Nova de Lisboa

Professor Doutor Eduardo Costa Dias - Guiné-Bissau
Centro de Estudos Internacionais ISCTE - Instituto Univeristário de Lisboa

Professor Doutor Fernando Jorge Cardoso - Moçambique
Centro de Estudos Internacionais - ISCTE - Instituto Univeristário de Lisboa

Professor Doutor Nuno Canas Mendes - Timor-Leste
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa


A entrada é livre


Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W



Brasil - Portos: modernização à vista

SÃO PAULO – A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitárias (Anvisa) de adotar até setembro um novo processo de análise das importações, por meio de um sistema de parametrização semelhante ao que a Receita Federal utiliza, deverá trazer bons resultados para o comércio exterior. A exemplo da Anvisa, o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), também pretende adotar um sistema de parametrização para a análise das mercadorias. Com isso, o que se espera é que os procedimentos de embarque e desembarque de cargas nos portos brasileiros sejam simplificados e modernizados.

Hoje, na Receita Federal, o sistema já funciona com agilidade aceitável: de acordo com a carga, a procedência e as referências do importador, as cargas a serem desembaraçadas são encaminhadas para os canais vermelho, amarelo ou verde. No caso da Anvisa, a preocupação é com produtos que ofereçam riscos à saúde pública. Assim, medicamentos que contenham substâncias controladas serão encaminhadas diretamente para o canal vermelho.

Já produtos com validade curta, como radioativos e radiofármacos, vão entrar no canal verde, desde que estejam dentro dos padrões da vigilância sanitária. Dessa maneira, haverá uma economia de tempo e, portanto, de dinheiro para todas as partes envolvidas no processo, desde que a Anvisa venha também a cumprir a promessa de reduzir o número de documentos de importação obrigatórios.

Também o Vigiagro pretende reduzir a burocracia, adotando o sistema de canais verde, amarelo e vermelho para produtos de origem animal ou vegetal e, principalmente, para embalagens e suportes de madeira. No caso do canal verde, que abrangerá produtos que reconhecidamente ofereçam pouco perigo, haverá ainda a abolição de análise documental, vistoria, conferência e inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade.

Já no caso do canal amarelo, a análise documental será obrigatória, mas a vistoria e a inspeção podem ser dispensadas. No caso do canal vermelho, obviamente, as exigências serão rigorosas com análises completas. Haverá ainda o canal cinza ou especial, que prevê um procedimento rigoroso de auditoria e investigação.

Para que esse processo de simplificação seja mais intenso, aguarda-se também para setembro a implantação definitiva pela Receita Federal da Declaração Única de Exportação (DU-E), que já está sendo operada paralelamente ao sistema em vigor. Com isso, o que se prevê é que as cargas sejam liberadas com maior rapidez, com ganho médio de dois dias em relação ao sistema atual.

O DU-E, documento eletrônico que armazena informações de natureza aduaneira, financeira, administrativa, tributária, fiscal e logística, servirá de base para as demais certificações da Receita Federal, o que significa que haverá uma importante simplificação dos procedimentos burocráticos. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

São Tomé e Príncipe – Assina novo acordo de ajuda alimentar com o Japão

São Tomé –  O Japão concedeu a São Tomé e Príncipe uma ajuda alimentar de três mil toneladas de arroz, avaliada em dois milhões de Euros ao abrigo de um novo acordo fiscal assinado na passada sexta-feira, 18 de maio, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidade, Urbino Botelho e o embaixador nipónico, Massaki Sato, testemunhado pelo ministro das Finanças, Américo Ramos.

O acto da assinatura aconteceu nas instalações do ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, MNEC, na presença dos responsáveis seniores do ministério anfitrião bem como outros titulares superiores afectos ao ministério das Finanças, Comercio e Economia Azul.

Na sua intervenção, o embaixador do Japão sublinhou que esta nova ajuda alimentar nipónica se inscreve ao ano fiscal de 2017 denominado de “KR-2017” no âmbito do programa quadro de cooperação visando o desenvolvimento económico e social de São Tomé e Príncipe.

No seu discurso, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Urbino Botelho disse que o fundo resultante desta ajuda alimentar será aplicado em projectos e acções no quadro do orçamento do Estado, visando a melhoria dos serviços de saúde, educação, cultura e apoio a organização das eleições legislativas e autárquicas prevista para o ano em curso.

Tendo sublinhado que “esta ajuda permitirá a regular a provisão de arroz no mercado nacional” o ministro são-tomense acrescentou ela “reveste-se de uma outra importância capital por quanto gera o fundo de contrapartida” contribuindo para o desenvolvimento económico e social do País. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Cabo Verde - Aumento de temperatura da água leva caravelas-portuguesas a dar à costa

Cidade da Praia – Centenas de caravelas-portuguesas estão a dar à costa em várias ilhas de Cabo Verde, um fenómeno que regista maior incidência nos últimos tempos fruto do aumento da temperatura dos oceanos, segundo a associação ambientalista cabo-verdiana Biosfera I.

“Nesses últimos meses, chegaram mesmo centenas de caravelas-portuguesas às ilhas de Santa Luzia e São Vicente. Os banhistas tiveram de tomar bastante atenção, soubemos de muitos casos de pessoas que entraram em contacto com esses animais e que ficaram feridas”, disse Tommy Melo, presidente da Biosfera I, à agência Lusa.

Segundo Tommy Melo, a espécie aquática parecida com a alforreca tende a surgir nas praias cabo-verdianas com o aumento da temperatura dos oceanos.

“Neste caso, não é algo que possamos dizer que seja inédito em Cabo Verde. Às vezes factores climáticos e diferencial de maré fazem com que elas cheguem à costa”, prosseguiu.

O presidente da associação não-governamental de defesa do ambiente Biosfera I, criada em 2006, alertou as pessoas a tomar cuidados, uma vez que são animais “extremamente urticantes”.

“A população tem de ter cuidado ao se banhar em praias que estejam infestadas desses indivíduos”, prosseguiu, alertando em especial às pessoas com risco alérgico, porque o contacto com esse animal pode até levar à morte.

Segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN) portuguesa, a caravela-portuguesa é um organismo de nome científico ‘Physalia physalis’ e que vive na superfície do mar graças ao seu flutuador cilíndrico, azul-arroxeado, cheio de gás, cujos tentáculos podem atingir os 30 metros, sendo o seu veneno muito perigoso.

Num alerta sobre o surgimento do animal na costa do Algarve no mês passado, a organização acrescentou que os efeitos da picada daqueles organismos marinhos resultam em “dor forte, sensação de queimadura, irritação, vermelhidão, inchaço e comichão”.

A ANM indica ainda que “algumas pessoas, especialmente as sensíveis às picadas e venenos das águas-vivas, podem ter reações alérgicas graves, como falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios”.

No caso de haver contacto com a caravela-portuguesa, prosseguiu, as pessoas devem evitar esfregar a zona atingida, não usar água doce, álcool ou amónia, lavar com soro fisiológico, retirar os tentáculos (caso tenham ficado agarrados à pele) utilizando luvas ou uma pinça de plástico e aplicar vinagre, bandas ou água quente, para aliviar a dor, e consultar assistência médica o mais rapidamente possível. In “Inforpress” – Cabo Verde